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Azul entra com pedido de recuperação judicial nos EUA e reduzirá 35% da frota

A Azul Linhas Aéreas informou nesta quarta-feira que deu entrada no pedido de recuperação judicial nos EUA, o chamado Chapter 11. Segundo a empresa, a reestruturação prevê US$ 1,6 bilhão em financiamento e até US$ 950 milhões em novos aportes de capital. A companhia disse ainda que a recuperação judicial vai eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas.

A decisão da Azul de entrar no Chapter 11 foi antecipada nesta terça-feira pelo Valor. Outras empresas brasileiras recorreram a essa ferramenta para reestruturar suas dívidas, como Latam e Gol.

A Azul ressalta que suas operações e vendas de bilhetes seguem normalmente, sem alterações para os passageiros. O programa de fidelidade também não será alterado. Benefícios e opções de resgate de pontos estão mantidos.

Em apresentação, a empresa informou, no entanto, que terá sua frota reduzida em 35%. No fim de 2024, quando transportou 30,8 milhões de passageiros, ela tinha 181 aviões.

A expectativa é que o processo de recuperação seja finalizado entre o fim deste ano ou início de 2026, de acordo com uma fonte do setor.

Ações despencam na Bolsa

 

O pedido de recuperação judicial era esperado, mas teve reação negativa do mercado inicialmente. As ações chegaram a cair 12%, logo após a abertura da Bolsa no Brasil. Ao fechamento, os papéis recuaram 3,74%, a R$ 1,03.

Em Nova York, as ADRs (recibos de depósito das ações da companhia listadas no Brasil) desabaram 30% nas negociações desta manhã antes da abertura do pregão, a US$ 0,35.

De acordo com comunicado, a companhia tem o apoio dos seus parceiros estratégicos, United Airlines e American Airlines, e de seus principais credores, incluindo a AerCap, maior arrendadora de aviões para a empresa. A dívida com a AerCap representa 60% do total de leasing das aeronaves, segundo fonte do setor.

 

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