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Casas Bahia pede recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

O Grupo Casas Bahia apresentou pedido de recuperação judicial perante a Justiça de São Paulo, buscando reorganizar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.

O procedimento envolve a própria companhia e outras nove empresas integrantes do grupo, com o objetivo de estruturar uma reorganização financeira capaz de preservar a continuidade das operações.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na Lei nº 11.101/2005 destinado a empresas que enfrentam dificuldades econômico-financeiras, permitindo a negociação coletiva de obrigações e a apresentação de medidas voltadas à reestruturação do negócio.

Com eventual deferimento do processamento, a companhia deverá apresentar seu plano de recuperação judicial, documento no qual serão indicadas as medidas propostas para reorganização do passivo e continuidade das atividades empresariais.

Posteriormente, o plano será submetido aos credores, que participarão do processo de análise e deliberação sobre as condições propostas para pagamento e reorganização das obrigações sujeitas ao procedimento.

O caso também possui um histórico recente de reestruturação financeira. Em 2024, o Grupo Casas Bahia passou por recuperação extrajudicial destinada à reorganização de aproximadamente R$ 4,1 bilhões em obrigações.

A recuperação extrajudicial permitiu à companhia negociar diretamente com determinados credores uma estrutura de reorganização financeira. O novo pedido de recuperação judicial, contudo, envolve um passivo significativamente superior e passa a ser conduzido dentro de um procedimento judicial mais amplo.

Sob o aspecto jurídico, o protocolo do pedido não significa a aprovação automática da recuperação judicial. Caberá ao Poder Judiciário analisar o preenchimento dos requisitos legais e decidir sobre o processamento do procedimento.

Dessa forma, o pedido apresentado pelo Grupo Casas Bahia representa uma nova etapa de sua reestruturação financeira, agora envolvendo aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas e um conjunto de dez empresas do grupo.

Fonte: g1

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