A fabricante de brinquedos Estrela protocolou pedido de recuperação judicial com o objetivo de reorganizar sua situação econômico-financeira e reestruturar seu passivo.
Segundo as informações divulgadas, a companhia acumulava aproximadamente R$ 115 milhões em dívidas, além de prejuízos acumulados superiores a R$ 660 milhões.
Entre os fatores apontados para a crise estão o aumento do custo de capital, a restrição de crédito e o impacto dos juros elevados sobre a estrutura financeira da empresa.
A companhia também indicou mudanças no comportamento dos consumidores como um dos elementos relevantes para o cenário enfrentado, especialmente diante do crescimento da procura do público infantil por produtos e formas digitais de entretenimento.
O pedido de recuperação judicial foi apresentado perante a comarca de Três Pontas/MG.
Sob o aspecto empresarial, a Estrela informou que pretende manter normalmente suas atividades industriais, comerciais e administrativas durante o processo, assim como o atendimento a clientes e lojistas.
A recuperação judicial funciona como instrumento destinado à reorganização das obrigações da empresa, permitindo a apresentação de medidas voltadas à reestruturação do passivo e à continuidade da atividade empresarial.
O protocolo do pedido, contudo, representa apenas o início do procedimento. A continuidade da recuperação dependerá da análise judicial dos requisitos legais e, posteriormente, do desenvolvimento das etapas previstas na Lei nº 11.101/2005.
Nesse contexto, o caso da Estrela passa a integrar o cenário de empresas tradicionais que buscam mecanismos de reestruturação diante de dificuldades relacionadas ao endividamento, ao custo do crédito e às transformações do próprio mercado consumidor.
Fonte: CNN Brasil


