A 2ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia autorizou o início da recuperação judicial do Grupo Leão, complexo agropecuário do ex-prefeito Odelmo Leão, que informou nos autos uma dívida superior a R$ 345 milhões.
O político, que administrou Uberlândia por quatro mandatos, publicou um vídeo nas redes sociais comentando o assunto. Odelmo esclareceu o pedido de recuperação judicial como medida para preservar empregos e manter a atividade econômica das propriedades rurais.
O Grupo Leão é constituído por cinco produtores rurais incluindo a esposa dele, a deputada federal Ana Paula Junqueira, que atuam há décadas na pecuária e na agricultura mecanizada, com produção de soja e milho, no estado de Tocantins.
Principais pontos da decisão de recuperação judicial do Grupo Leão
- A decisão foi proferida pelo juiz Carlos José Cordeiro e marca o início formal do procedimento para reestruturação das dívidas do grupo.
- Segundo os autos, os requerentes atribuem o passivo de mais de R$ 300 milhões a fatores conjunturais, como alta nos custos de produção, retração nos preços das commodities, juros elevados, impactos climáticos e uma política econômica considerada desfavorável ao agronegócio.
- A administradora judicial nomeada para fiscalizar o processo é o escritório Paoli Balbino & Balbino Sociedade de Advogados.
- Na decisão publicada no dia 11 de novembro, o juiz autorizou a recuperação judicial em consolidação processual e substancial, reconhecendo que os produtores atuam como uma única unidade econômica.
- Além disso, determinou a suspensão das ações e execuções contra os requerentes por 180 dias. O Grupo Leão terá 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial, sob pena de falência.
- Também deverão apresentar demonstrativos mensais e listar bens considerados essenciais para a atividade.
- O magistrado rejeitou pedidos como tramitação sob segredo de justiça e suspensão genérica de cláusulas de vencimento antecipado em contratos, exigindo informações detalhadas sobre os acordos que podem ser afetados.
O ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, justificou o pedido de recuperação judicial afirmando que ficou afastado da gestão das propriedades rurais por dez anos devido aos compromissos políticos e públicos. Nesse período, segundo ele, enfrentou crises institucionais, pandemia de Covid-19 e outros desafios enquanto ocupava cargos eletivos.
Agora, de volta às atividades no campo, Odelmo disse que busca reorganizar os negócios e garantir a continuidade da produção. Ele ressaltou que a medida tem como objetivo honrar compromissos com fornecedores e preservar empregos.
Fonte: G1

