Tribunal dos EUA estende prazo para apresentação do plano de recuperação da Latam

O novo prazo aprovado por juiz do Tribunal do Distrito Sul de Nova York é 15 de outubro, com limite para aprovação em 15 de dezembro

A Latam conseguiu, na manhã desta quinta-feira (23), a aprovação do juiz do Tribunal do Distrito Sul de Nova York no pedido de extensão do prazo de exclusividade para apresentação o seu Plano de Reorganização aos credores. A empresa está em recuperação judicial (chapter 11) nos Estados Unidos. O novo prazo é 15 de outubro, com limite para aprovação em 15 de dezembro.

O prazo antigo era 15 de setembro, com veredicto até 8 de novembro. A empresa, entretanto, pediu no dia 9 deste mês a postergação pela quarta vez.

“É importante lembrar que o Latam Airlines Group e as suas afiliadas no Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Peru e Brasil ingressaram voluntariamente no capítulo 11, em maio de 2020, após as graves consequências da pandemia de covid-19”, disse a empresa, em nota. Segundo o grupo, o processo irá ajudar a reajustar as operações e adaptá-las ao novo ambiente de demanda.

Em coletiva no último dia 10, o presidente do Grupo Latam, Roberto Alvo, destacou que, pelo critério do chapter 11 (lei de recuperação judicial dos Estados Unidos), a empresa teria até o dia 26 de novembro para manter seu período de exclusividade na apresentação de um plano de recuperação aos seus credores. O prazo é de 18 meses, no máximo, após a entrada na recuperação judicial – que foi em 26 de maio. Entretanto, ele não fez sinalizações na direção de um quinto pedido de prorrogação.

Azul está de olho

Nos bastidores, a Azul tem aguardado a apresentação do plano para fazer uma proposta aos credores do grupo no Chile e tentar comprar a operação da Latam Brasil. Reportagens de veículos internacionais apontaram que a Azul chegou até a colocar na mesa a intenção de comprar toda a operação ou fazer uma joint venture com a companhia chilena – o tema foi confirmado pelo Valor com fontes.

A Latam, entretanto, nega qualquer interesse nesta direção hoje — embora tenha avaliado o assunto no passado, quando assinou um acordo de compartilhamento de voos com a Azul no Brasil, que foi recentemente encerrado.

Fonte: Valor Econômico

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