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Plano de recuperação da Unigel prevê potencial IPO, com nova diluição do controlador

A oferta daria condições de saída a detentores de créditos que receberem ações da “nova” Unigel, empresa que ficará com os ativos do grupo

Ainda em busca de um acordo com a maioria dos credores para repactuar R$ 3,9 bilhões em dívidas financeiras, a Unigel acertou novos termos em seu plano de recuperação extrajudicial, incluindo a possibilidade de uma oferta pública inicial de ações (IPO) mais à frente.

A oferta daria condições de saída a detentores de créditos que receberem ações da “nova” Unigel, empresa que ficará com os ativos do grupo, apurou o Valor.

A Unigel conta com o apoio de mais de um terço dos credores ao plano e tem até 20 de maio para alcançar a adesão de 50% mais um, evitando ter de recorrer a uma potencial recuperação judicial para se proteger da provável enxurrada de ações de execução de dívida, na visão de fontes que acompanham as negociações.

Como previsto originalmente, a família Slezynger, hoje dona de 100% do grupo petroquímico, ficará com 50% de participação, cedendo 50% aos credores no primeiro momento da reestruturação. Mas, em caso de futuro IPO, considerando-se o percentual mínimo de 20% do capital estabelecido na nova versão do plano, sua fatia seria novamente reduzida, para 40%.

O Valor apurou que a Unigel e seu fundador, Henri Armand Slezynger, se opuseram a uma potencial recuperação judicial desde o início das tratativas com os credores. A recuperação extrajudicial foi considerada a saída possível, e menos amarga, em meio ao avanço das ações de execução de dívidas. Mas as negociações com os credores têm sido mais duras do que se previa.

A petroquímica já tem apoio de um grupo de bondholders que representa um terço do total da dívida a ser renegociada, liderados pela gestora americana Pimco. Mas tem encontrado resistência entre outros credores, incluídos debenturistas que detêm a maior parte da dívida financeira local.

Pelo plano de recuperação extrajudicial, o conselho de administração da empresa resultante da reestruturação (identificada como “HoldCo”) terá sete membros, três indicados pelo atual controlador, três pelos credores e o sétimo escolhido em consenso entre acionista e credores.

Por outro lado, detentores de créditos junto à Unigel se comprometem a conceder uma nova linha de crédito, no valor mínimo de US$ 100 milhões, com vencimento em 2027, que será usada para retomada de planos de investimento, entre os quais a conclusão da fábrica de ácido sulfúrico, na Bahia.

Procurada, a Unigel não comentou o assunto.

Fonte: Valor Econômico


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