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Paraná Clube tem dívida atualizada para R$ 119 milhões em processo de recuperação judicial

A dívida do Paraná Clube no plano de recuperação judicial (RJ) foi atualizada no início desta semana. O valor passou R$ 74,6 milhões para R$ 119,4 milhões.

O aumento era esperado por conta do Tricolor ter apresentado uma lista sem valores atualizados ou finais para aprovar a RJ, há quatro meses. Agora, o clube possui 428 credores.

O Paraná divide o débito em três grupos: 361 como trabalhista, 52 no quirografários e oito entre Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP).

  • Trabalhista: R$ 59,5 milhões
  • Quirografários: R$ 46 milhões
  • ME e EPP: R$ 13,7 milhões

De acordo com o balanço financeiro de 2021, a dívida total do Tricolor é de R$ 147 milhões.

Na ideia original, o Tricolor ofereceu descontos de 90% a 92% para pagar a dívida em 16 anos. Dentro do processo, o Paraná citou que possui uma renda mensal de R$ 304 mil vinda de patrocinadores, bilheteria do estádio e o programa de sócio-torcedores, entre outros.

A cúpula paranista alegou que “possui todas as condições e possibilidades de se reerguer (seja pela via recuperacional ou até por investidores)”. O cenário, entretanto, era diferente do atual.

Em crise, o Paraná foi rebaixado no Campeonato Paranaense e não conquistou o acesso na Série D neste ano. Assim, o Tricolor não tem calendário nacional pela primeira vez na história a partir de 2023.

A única competição do time paranista é a Divisão de Acesso, prevista para começar em abril do ano que vem. O clube ainda perdeu cinco perdas de mando por invasão da torcida na partida do rebaixamento.

Um grupo de credores discorda da proposta paranista e estuda conversar diretamente com a prefeitura de Curitiba para oferecer a sub-sede da Kennedy em troca de potencial construtivo. O Athletico fez algo semelhante para a construção da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.

A ação ocorre na 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, que aceitou a RJ paranista em julho deste ano. A Justiça marcará uma assembleia para aprovação ou rejeição da proposta, que tem Maurício Obladen, o mesmo da RJ do Coritiba, como administrador judicial.

Fonte: ge.globo

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