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Administradora pede falência da Itapemirim

EXM diz que grupo não tem como pagar salários ou fornecedores

A administradora judicial do Grupo Itapemirim, EXM Partners, pediu que a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decrete a falência da companhia de transporte, em recuperação judicial desde 2016.

O pedido de falência se embasa no não cumprimento do plano de recuperação, nos desvios de verbas para a criação da ITA Transportes Aéreos e no que seria uma incapacidade do grupo de continuar operando diante das diversas barreiras e dívidas.

O Grupo Itapemirim se viu envolvido em diversas polêmicas nos últimos anos, grande parte relacionadas ao seu presidente, Sidnei Piva, que comprou o negócio da família capixaba Cola, fundadores da Itapemirim. Entre os maiores escândalos está a criação de uma companhia aérea, ITA Transportes Aéreos, que fracassou e parou de operar em dezembro, deixando milhares de passageiros sem poder viajar nas festas de fim de ano.

“As atividades hoje existentes não justificam a preservação das empresas”, afirmou a administradora judicial, argumentando que a saúde financeira e operacional do grupo foi “fatalmente debilitada” por atos da gestão anterior. “As empresas hoje geram poucos empregos, mas não possuem mais capacidade de pagar a folha salarial, ou seus fornecedores regulares, tampouco recolher impostos. Assim, sequer cumprem com a sua função social, preceito básico para que este instituto perdure ativamente”, acrescentou.

A EXM travou uma batalha com a antiga diretoria do grupo. Em maio deste ano, a Justiça homologou a decisão dos credores de afastar a diretoria anterior, junto de Piva.

A administradora argumenta que até junho de 2022 foram registrados um total de R$ 32 milhões em pagamentos e depósitos judicias da empresa. “Confrontando-se os valores devidos até maio de 2022, o grupo apresenta um saldo inadimplido no montante de R$ 106.183.152”, apontou o relatório.

Ainda conforme a EXM em documento, a Itapemirim registrou durante o ano de 2021 e até junho de 2022 um déficit da operação de R$ 29 milhões, “sendo que no atual momento esse déficit financeiro certamente é maior, levando em consideração que as recuperandas não cumpriram com suas obrigações tributárias”.

Fonte: Valor Econômico

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