Por Rita Azevedo

A Eternit, em recuperação judicial, registrou prejuízo líquido de R$ 25,4 milhões no primeiro trimestre, mais que o dobro do prejuízo de R$ 11,1 milhões apurado um ano antes.

A receita, na mesma base de comparação, recuou 4,3%, para R$ 123,7 milhões em consequência da suspensão da comercialização do amianto no mercado externo, informou a companhia.

Além da queda na receita, houve um aumento nos custos dos bens vendidos e na linha de outras despesas operacionais, que passou de R$ 4,4 milhões para R$ 8,6 milhões. O resultado operacional ficou negativo em R$ 19,7 milhões. Um ano antes, o prejuízo operacional foi menor, de R$ 4,8 milhões.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou negativo em R$ 16 milhões nos primeiros três meses de 2019. No mesmo período de 2018, a perda foi de R$ 1,6 milhão.

As vendas de telhas de fibrocimento da Eternit aumentaram 20% no período, para 128 mil toneladas, enquanto as vendas de telhas de concreto recuaram 46%, para 2,2 milhões de peças. O volume vendido do mineral crisotila caiu 51%, para 15,8 mil toneladas e as vendas de louças sanitárias cresceram 32%.

A administração da companhia destacou no relatório sobre o trimestre que o desempenho no período teve como principais condicionantes a estabilização do processo de produção de telhas de fibrocimento exclusivamente com fibras sintéticas, com consequente aumento na disponibilidade de produto para comercialização, e a suspensão das operações da sua controlada Sama, em 11 de fevereiro de 2019, por decisão da Justiça.

Fonte: Valor Econômico